terça-feira, 30 de abril de 2013

As papoilas saúdam o Ventor

  Ventor 30.04.2013

As papoilas, praticamente enterradas no meio de ervas e outras flores, soerguem-se para saudar o Ventor!



Papoilas -  belezas da Primavera 


Papoilas, nichos de belezas nas minhas caminhadas
 
Este ano, nesta Primavera, quase nem vejo as papoilas mas, de vez em quando elas aparecem-me. Desta vez, o vento era tanto que não consegui tirar uma foto com elas direitas mas ficaram como o meu amigo Eolo mas apresentou.
São sempre uma beleza para o Ventor.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma flor no Desterro

  Ventor 09.07.2012

As flores estão em todo o lado, muitas vezes onde não as esperamos e como esta, são todas lindas!

 
Não sei como se chama, por isso, elas têm o nome genérico de "flor"
 
As flores, são belezas deste mundo a preservar. Por isso, devemos caminhar a seu lado e mantê-las lá, para que outros as vejam, a não ser que sejam cultivadas com o objectivo da comercialização e venham alegrar as nossas mesas, as nossas salas, os nossos jardins, ...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Rola Brava

A Rola Brava


As minhas rolas!

São as rolas que viveram comigo, em redor das minhas Montanhas Lindas, durante os primeiros 15 anos da minha vida. Nos anos 50', haviam rolas bravas em todos os bosques, em redor de Adrão.

Elas, os pombos bravos, os cucos, as poupas e outros penudos, caminharam em todas as primaveras e verãos, ao lado do Ventor. Podia mesmo dizer que cantavam todos para o Ventor.

Mais tarde, em Lisboa, vim a conhecer as rolas turcas. Depois, ainda mais tarde, voltei a caminhar ao lado das minhas amigas, nas lânguas de Marrupa e, mais especialmente, no Planalto de Vila Cabral, nos montes e nas machambas, onde elas me "falavam" e cantavam como aquelas que conheci por Adrão.

Hoje, raramente vejo uma rola brava nas minhas caminhadas, o que eu vejo mais são as rolas turcas, essas sim, bebem água e cantam para mim, na prática, todos os dias, tentando captar as simpatias do Ventor. Mas, não é a mesma coisa! Elas são lindas, somos amigos, mas não são as minhas rolas, apesar de, sempre, ao espreitar pela janela, ouvir o seu som a fazer-me lembrar a "mãe negra" das minhas amigas africanas.

Uma rola brava 

Ave do Ano 2012 - Rola-brava (Streptopelia turtur), a chamada rola comum

Esta rola foi a rola que vi mais de perto, apesar de ainda longe, junto ao rio Lizandro, em Mafra. Foi fotografada sem saber, sequer, se era uma rola. Só aqui no computador vi que era uma rola. Fotografei outras três, o ano passado, bem longe, num pequeno bosque, perto de Açafora. Estas, no meio da folhagem verde. Via que eram rolas, mas julgava serem rolas turcas. Pelo sim, pelo não, disparei a máquina para, em casa, observar melhor. Nas minhas caminhadas aponto a máquina a tudo que é rola ou me pareça tal, desde que não confirme à vista, tratar-se de rolas turcas.

Cerca de 20 km, a norte de Santarém, nos bosques das linhas de água e campos de cultivo, há muitas rolas. Fotografei, nos últimos anos, centenas de rolas e eram todas turcas. Quando não identificava as rolas fotografava-as, porque me informaram, gentes da terra, que apareciam por lá, rolas bravas e parece-me que o local seria o ideal para elas.

Mas existem muitas outras espécies de rolas por esse mundo fora, para além das rolas turcas e todas elas são penudos bonitos. As rolas turcas querem fazer-me inveja, imitando as minhas rolas bravas, as minhas primeiras companheiras e as de África. Às vezes, ao ouvi-las, julgo-me em África, o som que mais lá ouvi, nas minhas caminhadas cinegéticas.


Uma rolinha deste nosso mundo que tal como todas as outras, merece o nosso respeito
Segundo a SPEA - Sociedade para o Estudo e Conservação das Aves, informa que a rola brava se encontra em decréscimo acentuado na maior parte dos países europeus. Segundo esta ONG, os estudos realizados, em 25 países da Europa, indicam que, em 29 anos, de 1980 a 2009, houve um decréscimo de 69% da rola brava na Europa e, só entre 2004 e 2010, num espaço de seis anos, teve um decréscimo de 31%. Estas estatísticas revelam-nos como, para além de muitas outras certezas, nós, também com as caçadas, estamos a interferir negativamente, nas caminhadas das belas rolas bravas.
 
Serão várias as causas que interferem no decréscimo populacional da rola brava:
perda do habitat de reprodução, devido à intensificação agrícola e florestal e à intensidade habitacional, com a degradação de sebes e linhas de água, originando assim, uma simplificação agrícola, com as monoculturas e usos de fito fármacos. Tudo isto, aumenta a degradação do habitat da rola brava.
Também os caçadores fazem uma caça intensa à rola brava, calculando-se uma destruição superior a 10% na população da rola brava, na Europa, calculada entre 2 a 3 milhões por ano.
 

Uma rola brava, em Açafora - eram três
Também na sua zona de invernação a rola brava corre perigos, com as secas prolongadas nas área subsaarianas com o avanço para sul do deserto do Sahara. As rolas bravas necessitam das linhas de água e dos bosques de protecção, uns e outros cada vez menos presentes nos trilhos das suas caminhadas de migração, de e para a África a sul do Sahara.
Vamos, por isso, fazer pressão sobre as entidades públicas para terminar com as caçadas às rolas bravas, permitindo, assim, a possibilidade de refazer as suas populações pois, todos os outros males que os humanos praticam, mesmo que involuntariamente, à rola brava, já são bem grandes. 
 
Diz a SPEA que, "Actualmente existe um Plano de Gestão da União Europeia para a Rola-brava, ao abrigo da Directiva Aves. Este plano prevê medidas essenciais e urgentes como a publicação anual de estatísticas da caça credíveis, o desenvolvimento de um modelo populacional preditivo para calcular o abate anual sustentável, o estudo do sucesso reprodutor e da mortalidade invernal e dos factores que os afectam. Apesar do Plano de Gestão estar em vigor desde 2006, quase nada foi feito em Portugal".
Nada de admirar, que isto aconteça num país que tem sido governado por indivíduos que merecem uns atributos que não aplico aqui, por uma questão de educação mas que bem os merecem.
Vá lá, meus senhores, façam alguma coisa bem feita! Ou só andam de volta da União Europeia para o saque?


 Procurei um vídeo do Youtube para matar saudades das rolas bravas e encontrei esta tristeza. O pior dos predadores, o homem que deixa as suas armadilhas estendidas pelo mundo, colocando já a rola brava a caminho do livro vermelho dos animais em perigo de extinção

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Zuzu e a Margarida

  Ventor 15.05.2012

Hoje fui ver, ao natural, o Zuzu e a Margarida. Tirei-lhes algumas fotos mas, contra a luz e com sombra quanto baste pela frente. Porém mais que as fotos a minha chegada foi airosa. Arrumei o carro, desci um pouquito, olhei as primeiras chaminés em frente e vi logo o Zuzu, pousar por trás delas. Senti-me emocionado com aquelas belezas aladas, nos ares dos seus domínios. Eles controlam tudo, a pensar nos filhotes e no seu futuro.

Já te vi Zuzu, agora só me falta a Margarida! A Margarida apareceu com mais alimento. Não sei se foi buscá-lo ao telhado, em frente, se foi ela que o foi caçar e também não vi o que era.

Por fim, aproximei-me mais um pouco e lá estava ela dentro da floreira a repartir a presa pelos seus filhotes mas, antes, vi o Zuzu a fazer voo de RVIS a tentar averiguar se havia perigo. Tentando amainar as hostes, tirei uma foto a algumas papoilas, no meio da rua e o Zuzu fez um voo picado de aproximação, e disse-me: "não estragues as papoilas, Ventor, que é nelas que eu apanho os gafanhotos que tu dizes que dão para um almoço teu. Não me espantes os gafanhotos, Ventor"!

 
Depois de alimentar os filhotes, uma visão geral da situação e ei-la a arrancar para mais uma caçada

O sítio do Zuzu e da Margarida, já foi um campo de flores, onde as papoilas eram rainhas. Acho que ainda são pois estão representadas nas cores que eu lhes conheço 

Quanto ao calor, os meninos vivem à sombra e só a chuva e a altura os podem molestar.

Boa sorte Zuzu e Margarida, para vós e os vossos filhotes.

domingo, 22 de abril de 2012

Grande casarão

  Ventor 22.04.2012

Nada como ter amigos e, estes pássaros, têm os amigos do Lugar do Sol.

 
Este ninho, é um grande casarão que foi feito por uma espécie de pássaro que não conheço. Talvez o chapim-real. Arranjou maneira dos donos da caixa do correio, pedissem ao carteiro para entregar toda a correspondência na vizinha para que suas excelências não vejam a sua vida perturbada.
Nesse remoinho, em cima, quase ao centro, estarão cerca de 3 ou 4 ovos. Para os contar teria de mexer no ninho e, por causa dos ovos tirei a foto sem flash porque o flash pode estragar os ovos. 
Por isso, acreditaram tanto que foram construir o seu casarão dentro da caixa do correio feita de madeira. O meu amigo Gaspar, disse-me que os ouviu a conversar e que ele dizia: "ah, Maria Penuda, que nunca sonhei que viéssemos a ter um casarão tão grande e ainda por cima, junto dos amigos do Quico e do Ventor, todos defensores do Planeta Azul"!
A verdade é que, entre tantas casinhas de madeira, à escolha, penduradas nas árvores, para construirem os seus ninhos, estes optaram pela caixa do correio!