segunda-feira, 29 de julho de 2013

Libelinhas

  Ventor 29.07.13

O Ventor trouxe-me umas coisinhas lindas do meu rio.

No verão passado, antes do Ventor me trazer cá para casa, eu ainda caminhei com elas, por entre os salgueiros do meu rio. Vocês nem acreditam que eu caminhei com elas mas caminhei!

Vejam bem, como elas são lindas!

Uma agriocmenis, género de libelinhas da família Coenagriodinae

Esta, diz-me o Ventor, é uma espécie que mora entre nós, mas há por esse mundo fora várias espécies (mais de quarenta).
Mas elas são tão pequeninas que as pessoas nem as vêm, se não estiverem com atenção. Esta coisa ínfima, ampliada várias vezes, obriga a máquina do Ventor a entrar nas ervas por onde eu caminhava, procurá-la e rebocá-la cá para casa.
 

Estas adoram sarnar o juízo ao Ventor, com o seu "Desce! Desce! Desce! ...

O Ventor diz que só com uma máquina muito potente a conseguiria rebocar como deve ser. Ele disse-me que a fotografa foi tirada de cima da ponte para o meio do rio e não vai lá baixo para não molhar os sapatos. Só iria se conseguisse transformar-se nesta coisa minúscula.
Mas que são lindas, são! Estas são feitas de flogopite, anilhada com anéis de ouro e, na cabeça, no tórax e no rabo, nota-se cor da esmeralda água-marinha. Elas fazem tudo para conquistar o Vento, esvoaçando entre os tira-olhos, os dragon-fly e outros tipos de libelinhas. Estas são as libelinhas do nosso rio.
Mas o Ventor gosta é destas, bem grandes e visíveis, sobre as flores e os carriços dos rios de Adrão, à sombra dos salgueiros!
 

Uma libelinha no rio d'Além

A mesma libelinha esvoaçando sobre as flores amarelas 

Mais ao lado a libelinha dourada, também se exibe para o Ventor

Estas são as libelinhas que sempre caminharam ao lado do Ventor, nos rios de Adrão. Todas estas foram fotografadas no Portinho d'Além ao som da música das águas mais limpas deste mundo, sempre a cantar para o Ventor.

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

O Mocho do Ventor


Isto foi o que o mocho disse no Facebook, quando desejou um Bom Dia aos nossos amigos.

«Bom dia, Maralhal!
Eu sou um novo amigo do Ventor - um mocho no Lugar do Sol.
Ontem o Ventor caçou-me. Chamei por alguém da minha família e apareceu esta ave rara sem penas! Estava lá longe e procurou-me com a máquina no meio dos arbustos até me encontrar. Depois foi dar uma grande volta e, sem eu dar por isso, apontou-me uma coisa escura e eu, cheio de curiosidade fiquei. Disse-me que me trazia ao Face para vos dar bom dia e, cá estou eu!

Nem imaginam como eu fiz rabiar o Ventor para me tirar umas fotos. Parecia mesmo um paparazzi cheio de estilo!
Ele tinha andado atrás das minhas primas (corujas) e não conseguiu apanha-las. Mas eu vou meter-lhe uma cunha e elas vão deixar. Mas elas são malucas, não sei. Este Ventor apanhou-me porque ele tem mesmo instintos de caçador».

Um mocho no Lugar do Sol

O  que eu vos digo é que este gajo tem uns olhos como os meus!

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ribeira da Falagueira


Este era o mundo do vosso amigo Pilantras!

Ribeira da Falagueira, por onde continuam a caminhar os amigos do Pilantras - o Mr. Pingas, os patos, as garças e muitos outros
Cá está o meu rio! Caminhava nas suas margens, entre os salgueiros, arbustos e ervas, onde me escondia para chatear os penudos, especialmente, as garças. Todas fugiam de mim, essas azuis, as boieiras, as reais, todas! Agora só vejo o meu rio, do Miradouro do Quico. Estes meus amigos, também já foram amigos do Quico. Às vezes, os patos mudos vêm até aqui para me visitarem, a mim e ao Ventor, outras vezes são os patos reais, pelo ar. Como eu gostava de brincar no rio com estes meus amigos. Uma vez, o Mr. Pingas, ia me dando uma asada que se me apanha matava-me, acho eu. Mesmo assim, todos fugiam de mim! Tinha a vantagem de ter perfil de tigre!

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Flores de Silvas

 Ventor 12.06.13

As flores das silvas, são um encanto para o Ventor. Estas flores vieram de Mafra, das terras do seu amigo Checa.
O Ventor, mal chegou, deu prioridade às flores e nestas, a prioridade foi para as silvas e as suas flores. É delas que nascem as amoras selvagens.
 

Flores de silvas

O Ventor diz que se recorda de, quando pequeno, apreciar as silvas penduradas sobre o rio de Adrão, todas floridas. Elas caiam dos socalcos ou emaranhavam-se nos salgueiros, nos carvalhos e outras árvores e, quando floridas, tornavam tudo aquilo num belo jardim.

Flores de silvas

É por isso, recordando o passado, que o Ventor dá tanto valor ás flores das silvas, com a sua predominância de cores brancas e rosas. Tudo o que, aparentemente, pode não prestar, é de uma grande estima para o Ventor. São essas pequenas coisas que tornam o nosso Planeta Azul uma maravilha no Universo.

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Caminhadas que o Ventor sonha


O meu primeiro post, no meu Fotoblog!

Hoje, o Ventor e a minha Dona, depois de uma pequena passagem pelo Hospital da Luz, tiveram uma hora de liberdade e o Ventor aproveitou para ir à procura dos seus amigos gaios, pois estava com saudades de os ver esvoaçar sobre a sua cabeça. Depois enviaram uma mensagem para lhes dizer que podiam ficar, por lá, mais um pouco.

Mas a minha dona experimentou fazer uma caminhada em caminho irregular, pisando umas almofadas feitas de folhas secas de sobreiros acumuladas e portou-se bem. Já tinha saudades daquilo mas os gaios não esvoaçaram, nem para o Ventor nem para ela.

Mas o Ventor matou saudades de caminhar sobre aquele arvoredo de sobreiros e ao lado de vários matagais de vários tipos, entre eles medronheiros. Vou colocar aqui duas fotos para estrear o meu Fotoblog.

Bouça
As árvores, diz o Ventor que também morrem e esta morreu porque foi derrubada pelo vento. Atravessou-se no caminho dos caminhantes e, pelos vistos, irá morrer ali

As árvores também morrem, ou matam-nas

Esta também terá sido derrubada pelo vento, mas como estava a atravancar um dos caminhos principais, cortaram-na e retiraram para limpar o local. Era uma grande árvore e foi nela que, em 2004, o Ventor apanhou uma borboleta que nunca mais viu mas já era muito tarde, quase escuro e a borboleta não ficou boa na foto. sempre que o Ventor passa por ali, em todos os Agostos, procura uma borboleta igual. Mas nada!

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida