terça-feira, 21 de maio de 2024

Grevillea Robusta

 Ventor 21.05.24

Esta é a árvore que predomina na minha avenida.

Parece-me a mim e a outros que não é a árvore que agrada a todos. Antes pelo contrário, desagrada a todos que arrumam os carros nesta avenida. Já estou por aqui há uns bons pares de anos e acho que ela é terrífica para os carros e seus proprietários.

Trata-se de uma árvore de origem australiana, a que os experts dão o nome de gravíllea robusta, originária da costa leste da Austrália. Possui umas folhas semelhantes às de vários fetos com cerca de 15 centímetros e umas flores douradas muito vistosas com cerca de 15 a 30 centímetros.

Os australianos também lhe dão o nome de carvalhos sedosos ou outros. 

Sendo eu um defensor da Natureza e da globalização, em geral, não me sinto com coragem de incentivar a Freguesia de Massamá e a Câmara de Sintra a substituir as árvores por outras mais adequadas mas, achava bem que não fizessem a sua proliferação por locais onde se torna causadora de grandes prejuízos.

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

segunda-feira, 20 de maio de 2024

No Lugar do Sol

   Ventor 20.05.24

No Lugar do Sol, as flores estão por todo o lado.

Elas são sempre companheiras do Ventor

Belezas azuis, como não podia deixar de ser ... 

... acompanhadas por belezas rosas

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

sexta-feira, 10 de maio de 2024

A Galinha d'Água

 Ventor 10.05.24

Foi assim que a Isabelinha, uma galinha d'água, escreveu ao Quico a dizer-lhe mal da vida, no nosso Planeta Azul.

«Olá, Quico! Eu sou a Isabelinha, uma galinha de água, muito amiga do Ventor.

A nossa amiga galinha de água chamada Isabelinha

Resolvi escrever-te porque corre por aí, de bico em bico, que tu agora irias passar a receber correio de todos os animais que te quisessem comunicar alguma coisa da sua vida. Eu sei que o Ventor já te fez amigo de todos os animais mas que não gostas de sair de casa. Por isso, não podes apreciá-los como o Ventor faz quando, nas suas caminhadas, os procura para falar com eles e ver como eles vivem.

Além do que o Ventor te conta, e o Ventor não mente, conto-te alguma coisa da minha vida e dos meus amigos. Sim porque nós também temos os nossos amigos e não podemos confiar em mais ninguém. Nem nos outros animais de que o Ventor te fala, nem nesses outros animais também de duas patas e que se dizem humanos. Só abrimos uma excepção para o Ventor.

Eu vivo com um grupo de amigas e amigos aqui num ribeiro que mais parece uma espelunca, porque os homens o estragaram. Disseram-me os meus pais antes de os homens os matarem para os comerem, que já os meus avós lhes contavam que os seus avós e os avós dos avós deles, até aos princípios do Mundo, viviam num Paraíso. Já ouviste falar num Paraíso, onde os animais eram todos felizes, Quico? Claro que já! Ou o Ventor não te contasse!

Estes são os únicos verdadeiros amigos que temos. Os dois sofremos intensamente a predação do homem

Pois olha. Aqui onde eu vivo reza a história da nossa ascendência, que era um perfeito Paraíso. Nestes ribeiros em volta de Lisboa, a água era límpida e brilhava todos os dias para Apolo sempre que ele passava arrastando sobre o nosso mundo o seu robe flamejante das cores mais lindas que possas imaginar. As musas das nascentes desciam os ribeiros sempre a cantar, glorificando o Senhor da Esfera, nas alturas e, ao entrarem no rio mais belo do Mundo, o rio Tejo, juntavam-se com as Tágides e dançavam e cantavam todas felizes e mais ainda quando o Ventor aparecia junto com o nosso amigo Apolo.

Às vezes o Apolo ia-se embora e o Ventor ficava por aqui com Diana, a sua amiga e os dois passeavam nos ribeiros e brincavam no meio destes vales cheios de flores maravilhosas, como faziam no Eufrates e noutros rios do Mundo. Depois, mal Apolo partia, as musas das fontes voltavam a subir os ribeiros até às suas nascentes onde adormeciam, e no dia seguinte, logo que Apolo voltava a aparecer, no horizonte, a felicidade das musas fundia-se com a felicidade das galinhas de água e todas juntas voltavam a descer e a subir os rios. As musas pegavam os pintainhos das galinhas de agua, davam-lhe beijinhos e voltavam a colocá-los junto dos pais babados.

Mas hoje já não é assim, Quico! As nossas águas estão tão poluídas, tão poluídas, que até as flores que nascem junto dos ribeiros perderam os seus odores e ficaram sem aqueles perfumes naturais que nos encantavam e ganharam outros odores pestilentos, nauseabundos. Na água aparecem todos os tipos de venenos químicos, além de latas, plásticos, panos, papéis, borrachas, vidros, animais mortos. Um horror, Quico! Se calhar, fazes bem não quereres acompanhar o Ventor!

As ratazanas nadam muito bem. Quando se cruzam connosco, na água, elas mergulham e passam por baixo

Hoje vivemos doentes, com toda a pestilência que nos rodeia. As ratazanas que esperam sempre uma distracção nossa para nos roubarem os nossos filhotes muito pequeninos andam doentes e basta uma dentada deles para que os nossos já não sobrevivam. A nossa grande luta é com o homem e depois com as ratazanas. Aparecem aqui homens piores que as ratazanas. Procuram matar-nos de todas as maneiras que possas imaginar. O Ventor disse-me que quer ele, quer Apolo e todos aqueles que procuram o nosso bem, pelo menos, enquanto vivemos, não conseguem domesticar este animal feroz. E também me disse que não tardará muito, o Senhor da Esfera não dará a esperança de mais uma Barcaça como a do seu amigo Noé!

Mas olha, Quico, podias vir ter connosco um dia destes, pela fresca da manhã ou ao cair da noite, na companhia do Ventor. Verias como tudo que o Ventor te diz e o que eu agora te escrevo, é verdade. Não faças como os humanos que poderiam fazer qualquer coisa pelo seu ambiente e pelo nosso. Não te enclausures na tua concha! Grita ao mundo como está tão errado na forma como se conduz. Vamos morrer todos, Quico! Não eu, ou tu, ou o Ventor. Vão morrer todas as espécies que habitam o 3º Planeta. O Planeta Azul! Um aceno de asa para ti e o nosso amigo, Ventor. Não te mando um "bico" porque te posso pegar as nossas doenças».

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Os Amigos do Ventor


O Ventor falou-me hoje de velhos amigos.

Belezas do mundo do Ventor

Hoje, o Ventor e a minha Dona deixaram-me só como fazem todos os dias. A minha Dona foi à sua cabeleireira e o Ventor deixou-a lá e foi dar uma caminhada pelo Estádio Nacional.

Depois veio e contou-me coisas sobre a sua caminhada.

Chegou e as fadas de Neptuno, as nuvens como as do Alto da Derrilheira, começaram a ameaçá-lo lá das alturas. Elas começaram a descer e acabaram por se sentar sobre as árvores, algumas velhas acácias, onde os amigos do Ventor fazem os ninhos.

O Ventor chateou-se e avisou as nuvens que, ou sumiam, ou ele fazia queixa delas ao seu amigo Neptuno por lhe estragarem a caminhada. Como o Neptuno cansado de se lançar contra a terra durante todo este inverno, ainda dormia, elas que tinham ido embora, voltaram. O Ventor tinha saído do carro e fora dar uma passeata, ficando logo sob a ameaça delas que sabem que o Ventor não gosta de se molhar. 

Depois, meteu-se no carro e foi ver o casarão dos seus amigos dos dois últimos anos - os estorninhos. Lá andavam eles, na sua azáfama de limpeza e reconstrução das suas velhas casotas.

Entrou pelos vidros do carro dentro aquele velho som de avisos que os estorninhos emitem quando sentem perigo. Mas, um deles reconheceu-o e começou logo a gritar: "Ventor! Ventor! Ventor! ... Com este não há perigo"! Este era o som quando o Ventor chegou. Parecia o som dos pára-quedistas franceses quando estavam cercados pelos vietcongues no Penico de Dien Bien Phu e o Major Bigeard, com um pé partido, se lançou de pára-quedas, durante a noite, para ficar junto dos seus homens e enfrentar com eles o assalto dos vietcongues, matando ou morrendo!

Esta guerra do Ventor era totalmente diferente. Aqui, o diálogo era entre a vida e a beleza!

Olhem estes amigos do Ventor!

Este estorninho negro observa o Ventor. Ele observa o intruso que vai interferir com o seu trabalho na reparação do seu casarão para 2014

Este aproxima-se e observ a o Ventor

Chapim real

Depois o Ventor foi dar mais uma volta e viu vários amigos, achando muita piada a este chapim que o chamava do cimo da árvore e ele viu-se mal para o ver. Este pássaro queria mesmo conversar com o Ventor e isso valeu-lhe a honra de estar aqui.

Lá está o amigo do Ventor a mobilar a casa de novo. Foi uma beleza vê-los a trabalhar

Este é um  melro, parente do nosso amigo Tobias

A partir daqui foi o diabo. Se não fosse o Ventor, uma águia teria papado este amigo com quem conversou o Ventor e depois, ele e outro foram tomar banho à frente do carro e uma águia veio e pousou sobre uma acácia, pertinho, à esquerda do Ventor. Mas a máquina não penetrava os raminhos finos da acácia, entre o Ventor e a águia. Depois o Ventor disse à águia que teria de ir arranjar almoço a outro lado. Não deixou a águia saltar sobre os melros molhados. Quando os melros tomam banho ou estão de rabo para o ar a tirar uma minhoca da terra, as águias apanham-nos. O Ventor já viu uma águia apanhar um, em Monsanto. Por isso terão de tratar a moela longe do Ventor.
Hoje foi um dia giro para o Ventor, disse-me ele, mas este vosso amigo Pilantras, não tem direito a nada disso.

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

sábado, 10 de outubro de 2020

O falcão peregrino e o Ventor II

 Ventor 10.10.2020

Pedi para me ajudarem a apanhar o falcão. Trouxemos uma manta e ficamos cá fora à espera que o sol rodasse do lado das janelas e, mais um pouco, o espaço ficaria mais escuro. Entretanto evitávamos que o falcão continuasse a massacrar-se contra as janelas. Ouvimos o falcão atirar-se contra uma das janelas e a Tata, com a manta na mão, entrou e viu que o animal estava no chão. Aproximou-se, colocou-lhe a manta em cima e trouxe-o cá para fora tapado.


Disse à Tata para o pousar no chão, destapa-lo e deixar ele decidir. Cá fora, em plena liberdade, espreitou-nos a todos. Éramos sete. O João foi buscar água numa caixa de plástico e ele, calminho, bebericou. O João que não tinha nada para lhe dar, trouxe-lhe um bocado de pão a pensar que ele comia como os melros. Mas o falcão não pegou no pão e, se calhar, até lhe pedia um bife mas, nada!


Na brincadeira, disse-lhe: "não tenhas pressa, estás entre amigos. Fica o tempo que quiseres. Se calhar ainda tenho que te levar à GNR para tomarem conta de ti".
Cheguei a convencer-me que o animal se teria ferido, com toda a sua brutalidade, contra as vidraças. Mas não. Ele fez uma tentativa de se ir embora mas voltou a olhar para nós como a perguntar se estava livre. "Estás livre, se és capaz vai-te embora". Ele até parece que entendeu. Com toda a calma do mundo levantou voo, passou ao lado do eucalipto e foi pousar sobre os paus de madeira que cercavam o local dos rodeios para os cavalos. Olhou para nós e disse: "adeus Ventor, prometo nunca mais voltar a entrar dentro de celeiros ou o que quer que seja".
Levantou voo e foi um prazer conviver uns minutos, em liberdade, com um belo animal que nunca mais esquecerei.
Vem do post anterior.