terça-feira, 4 de agosto de 2026

Rosa corymbifera


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Rosa corymbifera, é o nome científico destas rosas bravas a que também chamamos rosas caninas, etç. São naturais de grande parte da Europa, da Ásia e do noroeste africano. Elas vestem-se de diversas cores e são maravilhas da natureza que embelezam muitos locais como os Picos da Europa e muitos outros.


Vejam como, nestas fotos, é linda e majestosa a serra de Soajo. Vejam, também, nas minhas fotos,  aqui, no Flickr a malvadez que alguém faz à Natureza. 

https://www.flickr.com/photos/132167204@N05/albums/

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

segunda-feira, 13 de julho de 2026

O Lince ibérico e a Rosa canina

 Ventor 13.07.26


Lince Ibérico

O lince ibérico (foto tirada da net) ainda corre perigo de extinção, embora já com melhores possibilidades de se manter entre nós. Vamos aguardando melhores condições de sobrevivência para esta maravilha ibérica

Rosa corymbifera, é o nome científico destas rosas bravas a que também chamamos rosas caninas, etç. São naturais de grande parte da Europa, da Ásia e do noroeste africano. Elas vestem-se de diversas cores e são maravilhas da natureza que embelezam muitos locais como os Picos da Europa e muitos outros.

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Papilon

  Ventor 25.05.2026

Estas coisas são mesmo belas. A mim, o caterpilar, faz-me arrepiar. É só olha-lo!



Este caterpilar é a primeira forma visível da borboleta Papilo Machom. Encontrei-o na serra de Sintra.



Ela, aí está, linda como sempre. Esvoaça à nossa volta e aprecia o seu mundo, tal como nós. A Papilo Machon é uma das belezas do Ventor.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ainda a seca

  Ventor 29.07.05

São péssimos os trilhos por onde caminha o nosso Planeta Azul.

Todos sabemos, em traços gerais, o que reza o protocolo de Quioto e creio também que todos sabemos que ninguém irá cumprir assim-assim e muito menos, rigorosamente, o dito protocolo. Por muito que se tente, todos os países que acorreram a colocar o seu sinete no protocolo de Quioto, têm grandes problemas para poderem cumprir o estabelecido. A nossa civilização está tão desconchavada relativamente a estes assuntos tão graves que os políticos arranjaram maneira de caminhar nos pressupostos científicos de que tudo tem de mudar, e todos sabemos que vamos ter de mudar, mas como?

As palavras bonitas, as linhas bem escritas, não resolvem nada! Os políticos tentam passar sobre as linhas finas traçadas por cientistas politizados e políticos com vontade de se colarem aos sabedores dos sistemas da ciência. Criaram assim uma hidra de sete cabeças, pronta a vasculhar no vácuo já que nenhum ser vivo se quer aproximar dela.

As sociedades ocidentais, as mais avançadas cientificamente e mais poluidoras, acompanhadas aqui e ali por nichos sociais, em vias de desenvolvimento nos moldes das mesmas, estão em decadência, mas novos gigantes se preparam para consumir tantas energias poluidoras como elas já consomem. Vem aí a China e a Índia (e não só), para fazer, em termos globais, maior carrego sobre o que se pretende com o protocolo de Quioto.

Estas flores são chicórias

As primeiras, começam a bater-lhes à porta, milhões de pessoas com cara de fome, devido ao desemprego e continua a ser necessário dar-lhe de comer e, para isso, vai ser necessário consumir mais energia, relançando novos objectivos pouco consentâneos com o Protocolo do nosso descontentamento. As segundas, com fome ou sem ela, mas fundamentalmente com muitos milhões que se acham no pleno direito de adquirir as mordomias ocidentais, embora o protocolo de Quioto seja mais brando com elas, vão ser a estucada final neste Planeta cheio de Arrelias.

Portugal, se bem me recordo, está autorizado a aumentar 27% a emissão de gases com efeito de estufa, relativamente a 1990. Mas, segundo conhecedores da nossa praça já vai com 14% acima dos objectivos autorizados. Um bom começo para um sinete, colocado em Fevereiro, no dito protocolo. As energias renováveis? Bem que, à primeira vista, serão uma das melhores hipótese para renovar também um jovem progresso, que permita à humanidade prosseguir em caminhos mais limpos e sem que lhes faltem as mordomias essenciais indispensáveis.

Quanto a mim, acredito plenamente que a grandiosidade deste mundo está no términos. Assim, sonhando, eu continuo a ver a falta de água prolongar-se no tempo, os calores insuportáveis a ajudar aos incêndios por esse mundo fora, cá dentro e lá fora, que alguns facínoras teimam em achar piada. Cada vez que rodo na estrada, rodam à minha frente atrasados mentais, alguns em grandes bombas que atiram as beatas pela janela, garrafas de plástico vazias sem água, guardanapos, copinhos de iogurtes, pacotes de cigarros vazios e sei lá que mais.

Uma vergonha o que se vê nas estradas das nossas terras e mais ainda por gente que, pelo menos, aparentemente, deveriam ter outras maneiras de viver e conviver em sociedade mas, infelizmente, é esta a sociedade em que nos inserimos. Qualquer recanto serve de caixote de lixo de pessoas sem escrúpulos.

As aves ainda bailam para nos animar e se animarem

Será que o céu continuará azul? E vamos continuar assim! Se tiverem um pouco de atenção verificarão que os labregos estão em franco progresso. Há papás que gostam de ver os filhos inocentes a pontapear animais que estão habituados a conviver com crianças e, por isso, fáceis de apanhar. Gostam de os ver fazer asneiras de todo o tipo como deitar os lixos para o chão, estragar pequenas árvores plantadas, destruir flores e canteiros.

É nestas pequenas coisas que deve começar a luta por um melhor ambiente e essa só pode ser levada a cabo por todos os cidadãos, mas pelo que vejo hoje, nas escolas, grande número dos futuros homens e mulheres de amanhã só aprendem a via mais fácil para viver atropelando os outros. Eu vejo isso nas minhas caminhadas e nas minhas tentativas de encontrar ervas verdes para o meu Quico. À falta delas, semeei-lhe uma hortinha cá em casa, mas se falta a água para a rega? Se já não há água para regar o cebolo em pequenas hortas, imaginem como será quando não houver água para regar a minúscula horta do meu Quico!

Água fonte de vida

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

sábado, 6 de julho de 2024

Uma Rocha Negra de Basalto

  Ventor 06.07.24

Numa manhã coberta, meio sol, meio sombra, levantei-me, olhei pela janela e vi as ramadas da árvore da rua, frente à janela, a vassourar o vento. O vento passava, esfregava-se e a árvore sacudia-se toda a tentar vassourar o atrevido que, ia atirando contra a parede e contra as vidraças da marquise ao mesmo tempo que, umas réstias de sol penetrante se entretinham a espreitar a refrega entre os dois. Eu olhei e apercebi-me que umas nuvens brancas também partilhavam dessa festa anacrónica, a cinco. Eu, o vento, a árvore, o sol e as nuvens.

Por entre as árvores e candeeiros, em Vilamoura, a presença do meu amigo Apolo, fonte de vida

Fui-me vestindo, ao mesmo tempo que fazia exercícios de aquecimento e arranjava forma de ir ganhando ânimo para as restantes tarefas matinais, fazer a barba, tomar duche, tomar o pequeno almoço, calçar-me e imaginar o que fazer para continuar o meu dia o mais operacional possível e contrariar as investidas da minha coluna.

Fazia falta pão para o almoço e eu achei ideal ir buscar o pão, o mais longe possível dentro das minhas possibilidades que, no momento, não estavam a ser grande coisa, para poder dar algum alento aos discos lombares que, em certos momentos, precisam de afago.

Disse que ia buscar o pão, mas que ia a pé, e não sabia quando vinha, pois ia aproveitar para dar uma caminhada, tanto quanto pudesse. Aproveitei para caminhar, ir ao banco e trazer o pão do Borel. Sentei-me para beber um café, numa mesa junto à janela, de onde posso fazer a cobertura visual do IC 19, direito à serra de Sintra e aproveito para dar uma olhada para a serra e o Palácio da Pena, lá longe, bem alcandorado sobre a serra, numa posição majestática, mais parecendo um ninho de águia, sempre aprumado e altivo, pronto para abraçar todo o mundo e arredores.

Pois como devem imaginar, da serra de Sintra, apesar da sua pequena altura, consegue-se abarcar o Mundo! E se eu abarco com a minha vista, desde o Borel, aquele belo castelo e o castelo abarca o Mundo, eu Ventor, através dele, também abarco o Mundo.

Bebi o meu café e peguei no pão, regressando a casa e, mais uma vez, não utilizei o caminho mais curto, mas segui pelo mais longo. Subi em direcção do Casal de S. Brás e, depois, desci por um novo jardim que vai ser grande, segundo o Presidente da Câmara me disse, pois irá abarcar toda a zona da Falagueira ocupada pelas barracas junto à ribeira do mesmo nome.

Águas correntes límpidas, e pacíficas, com belos penudos, aguardamos nos nossos ambientes

Ao descer o jardim, perante uma réstia de calor matinal, já junto ao meio dia, apercebi-me que nesta altura do ano, ainda haviam lindas borboletas! Fiz um desvio e, aproximei-me do "caneiro" da Falagueira, é assim que eu chamo à ribeira, e decidi espreitar o local onde as borboletas foram pousar, depois de virem sempre a dar à asa à minha frente, até junto dos arbustos e do canavial ali existente.

Espreitei e verifiquei que junto a umas canas, o local era escuro. Aproximei-me mais e, imaginem, descobri uma rocha que muita gente terá deixado de ver devido às "machambas" ali existentes e ao matagal junto à água corrente, mas conspurcada pela poluição como todas as águas correntes, hoje em dia.

Voltei a ver as borboletas, lindas como sempre, e ao tentar regressar ao caminho, ouvi um, pzz , pzz, pzz, e achei que era um passarinho que estava ali, se calhar como eu, mas com outro fito na observação das borboletas. O pzz, pzz, voltou-se a repetir, e eu voltei a olhar. Qual o meu espanto, quando uma voz magnífica se levanta do meio da rocha e me chama: "Ventor, Ventor"! Eu começo a olhar e não vejo mais nada que a rocha negra! A voz repete: "Ventor, que vês"? Vejo uma rocha - disse eu - uma rocha negra!

Uma rocha de basalto, tirada da Wikipédia

 "Pois" - diz a rocha - "é assim que toda a gente me vê. Não passo de uma rocha! Mas eu sou mais que isso, Ventor. Lá que as outras pessoas não me vejam, eu ainda aceito, mas tu Ventor!? Tu não consegues olhar para a rocha e ver-me"?

Bem, eu estou reduzido a um simples observador dos homens, mas tu, estás para além de uma simples criatura humana. Por isso me tens passado despercebida, mas já agora, identifica-te e diz-me que fazes aí, como uma mera rocha negra?

Como calculas não tenho assim tanto poder que possa aperceber-me de todos os sons que ouvi através dos milénios!

E assim falou para mim aquela rocha negra: "Eu sou a desterrada de Vulcano, Ventor! Antes das Tâgides, a quem Camões pediu inspiração, e ainda muitos outros antes do Camões, era eu quem inspirava os poetas que antecederam todos aqueles de quem as gentes, através dos milénios, têm ouvido falar. Eu, Ventor, sou uma Tâgide dos princípios do Mundo, ainda do tempo em que o Tejo era embalado pelas ninfas das fontes como uma corguinha onde se acumulavam as escorrências das águas das nascentes e das chuvas".

"Eu percorri todos os caminhos dos arautos da poesia, que através dos tempos têm cantado canções já esquecidas dos homens e do tempo. Vulcano furioso com a minha condescendência para com os primeiros habitantes desta linda terra que posteriormente veio a ser a tua Lusitânia, lançou-me um anátema e transformou-me nesta rocha negra, que tu vês! Por aqui tenho estado há milénios, desde o tempo que Vulcano revolveu toda esta terra e me transformou num amontoado de lava consistente e dura para toda a eternidade".

"Essas borboletas que tu tens vindo a apreciar, são as minhas companheiras de infortúnio. Foram elas que te foram buscar aí a cima, e te trouxeram até mim, pois eu sempre que te vejo passar, apetece-me falar-te, mas tu segues sempre apressado e determinado na persecução dos teus objectivos e nunca me atrevi a implorar-te o teu reconhecimento da minha desventura.

Hoje estás mais calmo, sem pressas e pronto a ouvir todos os desgostosos dos seus infortúnios e achei que estava na hora de alguém ficar a saber da minha existência aqui, em forma de rocha, a que muitos, já se atreveram a confundir com uma moura encantada".

macho-machon - A beleza animal e vegetal dependerá da nossa preocupação com o futuro

"As mouras de que falam são as ninfas que me guardam e que se transformam em borboletas e vão tentando inspirar as pessoas a terem forças, senão para cantarem as suas novas canções, pelo menos a continuarem a suportar, no seu infortúnio, o peso das injustiças".

"Mas olha Ventor, eu já fui feliz aqui, em forma de pedra negra, quando esta ribeira era percorrida por águas límpidas, e as suas encostas eram floridas. Esta já foi uma terra idílica, cheia de flores e muitos outros encantos da Natureza. Ainda há bem pouco tempo, alguns anos apenas, eu servia de lavadouro às mulheres da terra. Eu via por estas margens as crianças brincarem atrás das minhas borboletas, a apanharem flores e, deliciando-se a ouvir o cântico dos grilos e dos ralos.

Grilos - Uma beleza entre as ervas ... nos poulos das minhas Montanhas Lindas

"Viam saltar os gafanhotos e o esvoaçar das libelinhas azuis e verdes e banhavam-se nas águas límpidas que escorriam encostas abaixo, por entre salgueiros, abençoadas por S. Brás. Agora, só vejo à minha volta, a conspurcação total, que desce desde a serra da Mira, e se vai infiltrar naquele rio Tejo que eu já fiz o mais lindo de todos. O Tejo já foi invejado pelo Reno, pelo Sena, pelo Danúbio, pelo Tamisa" ...

"Todos os grandes rios da Europa já invejaram o Tejo, pela sua beleza bucólica, pelas suas águas puras, pelas suas Tâgides. O Reno teve o seu Anel de Nibelungo, o Danúbio teve o seu azul, as suas balsas e os seus cisnes, mas o Tejo teve na sua embocadura as partidas de grandes esperanças e as chegadas de fragatas cheias de mundos. Luta por isso tudo Ventor! Luta para que esta ribeira volte a ter vida limpa, para que a minha aparência, embora negra, volte a ser airosa e bela. Tão bela que as borboletas possam esvoaçar sob os raios de sol límpidos, onde Apolo possa continuar a passear o seu belo manto dourado espraiado sobre veludo azul, cosido com linhas de platina, e continue a fazer brilhar seus raios sobre estas águas".

Despedi-me da desterrada de Vulcano que ficou mergulhada no seu profundo lamento e parti para o almoço. Para trás ficaram também as borboletas num puro bailado aéreo exibindo as suas vestes multiformes e multicolores para que eu as recordasse como continuam belas na companhia da sua ama.

É de um bom ambiente que depende o nosso mundo e das flores, a sua beleza. Por aqui já houve carrasca e ainda as há da parte de trás viradas para Belas 

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou