terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ventor no Poulo dos Cagordos

  Ventor 12.12.17

O Ventor diz-me que há no nosso mundo, pontos de referência que nunca esquecemos e esses pontos têm várias cambiantes. Há as grandes cidades praticamente todas iguais na vivência humana. A locomoção é a mesma em todas elas. Carros, aeroportos e aviões, linhas férreas e comboios, navios, ónibus, machibumbos, eléctricos, ... Ou então, transformamos essas cidades em corredores da história e olhamos a sua face mais rugosa dos séculos que as moldaram.

Olhamos os seus palácios, os seus castelos, as suas confrontações entre o velho e o novo. Utilizamos os seus nomes e, à medida que pronunciamos esses nomes sentimos que essa sonoridade se entranha em nós. Por exemplo: o Ventor diz-me que se pronunciar nomes como Granada, como Córdoba, como Valencia, como Paris, como Berlim, Varsóvia ou qualquer outra, tudo se conjuga para fazermos várias caminhadas.

Mas agora reparem nestes dois animais, estes belos garraninhos e em tantos outros que passam por aqui, nos nossos blogs..

Filhotes garranos a tornarem-se rapazotes

Estes, o Ventor observou-os o ano passado no Poulo dos Cagordos, nos montes da Assureira. Diz o Ventor que nestas circunstâncias o mundo é outro completamente diferente dos focados atrás. Aqui, olhar os garraninhos é como se revivesse mais de meio século para trás e fizesse a sua própria história com estas belezas sempre a caminhar a seu lado.

As mamãs descansam mas sempre de olho nos seus rapazotes que aprendem a viver e a reconhecer o seu mundo

Era assim há 60 anos, há 50 anos, há 40,  há 30, ... há um! Apenas há, a mais, os pinheiros que se vêm do Poulo dos Cagordos, fazendo caminhar os nossos olhos sobre as Fontes até ao Poulo da Fraga. De resto está lá tudo! Os cavalos, as vacas, as montanhas galegas, a Derrilheira do lado contrário a rebocar todas as montanhas de Adrão, rumo à Pedrada, a serra Amarela de quem ninguém fala, Bordença, Soajo, até lá está o cortelho de pedra onde se abrigavam do mau tempo, o guarda Lameira, o Zé Ribeiro, o pai do Ventor, o Ventor e tantos outros.

Ali sentado um pouco a observar todas aquelas paisagens envolventes, diz-me o Ventor que lhe saíam do chão e, por entre os fetos, aquele som familiar dos tamancos daqueles velhos amigos que ainda por lá caminham sempre que o Ventor por lá passa

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

domingo, 3 de julho de 2016

Águia de Asa Redonda

 Ventor 03.07.16

Dizem os sabidos que uma águia-de-asa-redonda é o mesmo que um búteo e vice-versa.

Para mim são apenas e só, aves de rapina: águias, falcões, gaviões, etç. Prefiro chamar-lhe pelo seu nome genérico do que meter água. Quem me diz isto é o Ventor. Ora eu que sou gato, acho que, se o Ventor não sabe tudo, porque raio devia eu de saber?

Então, segundo os sabidos, esta será uma águia-de-asa-redonda.

Mas, a história que o Ventor me contou desta águia já me diz alguma coisa!

O Ventor disse-me que ela estava pousada num pinheiro ali na zona de Barcarena e piava muito. Ela piava e o Ventor tirava-lhe fotos. Por fim, o Ventor foi-se embora procurando não perturbar esta sua amiga. Ela levantou voo e seguiu pela direita do Ventor sobre os eucaliptos e pousou no meio deles. O Ventor ia tocar a campainha para entrar e apareceu a sua amiga Zuca a fazer-lhe festas. A águia sai de cima dos eucaliptos, voou relativamente baixa e toda inclinada sobre a asa esquerda, dando mais dois gritos, quando passava sobre o Ventor, olhando-o bem.

Ele seguiu atrás da águia que foi pousar sobre o mesmo pinheiro. Continuou a gritar sobre o pinheiro e o Ventor continuou a tirar-lhe fotos. Por fim, no pinheiro, e subindo-o, ela começou a brincar com o Ventor.

A águia continuou a brincar ao esconde.esconde até chegar ao topo do pinheiro

Diz o Ventor que foi uma tarde bem passada com esta águia-de-asa-redonda ou búteo. Também me disse que, apesar dela não ser muito grande, me rasgava o fato todo num instante. Ainda bem que eu fico em casa! Ela tem envergadura de 1,10 a 1,30 metros. Tem a asa aredondada permitindo-lhe caçar entre as árvores com mais argúcia.

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Beleza do Bernardo


O Bernardo é um amigo meu, uma beleza em Black and White. Como o Bernardo há outros. Somos todos amigos.

O Ventor disse-me que havia de os fotografar todos para eu mostrar aqui. Eu, às vezes, vejo-os passear por aqui, de noite, quando eu vou observar esses meus amigos, aqui do meu Miradouro. De noite o jardim é deles!

Bernardo um amigo nosso

Bernardo espera pelo Ventor e pelo João

Mas o Ventor disse-me que o João é um chato e o Bernardo desceu do passeio para o rio

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Libelinhas

  Ventor 29.07.13

O Ventor trouxe-me umas coisinhas lindas do meu rio.

No verão passado, antes do Ventor me trazer cá para casa, eu ainda caminhei com elas, por entre os salgueiros do meu rio. Vocês nem acreditam que eu caminhei com elas mas caminhei!

Vejam bem, como elas são lindas!

Uma agriocmenis, género de libelinhas da família Coenagriodinae

Esta, diz-me o Ventor, é uma espécie que mora entre nós, mas há por esse mundo fora várias espécies (mais de quarenta).
Mas elas são tão pequeninas que as pessoas nem as vêm, se não estiverem com atenção. Esta coisa ínfima, ampliada várias vezes, obriga a máquina do Ventor a entrar nas ervas por onde eu caminhava, procurá-la e rebocá-la cá para casa.
 

Estas adoram sarnar o juízo ao Ventor, com o seu "Desce! Desce! Desce! ...

O Ventor diz que só com uma máquina muito potente a conseguiria rebocar como deve ser. Ele disse-me que a fotografa foi tirada de cima da ponte para o meio do rio e não vai lá baixo para não molhar os sapatos. Só iria se conseguisse transformar-se nesta coisa minúscula.
Mas que são lindas, são! Estas são feitas de flogopite, anilhada com anéis de ouro e, na cabeça, no tórax e no rabo, nota-se cor da esmeralda água-marinha. Elas fazem tudo para conquistar o Vento, esvoaçando entre os tira-olhos, os dragon-fly e outros tipos de libelinhas. Estas são as libelinhas do nosso rio.
Mas o Ventor gosta é destas, bem grandes e visíveis, sobre as flores e os carriços dos rios de Adrão, à sombra dos salgueiros!
 

Uma libelinha no rio d'Além

A mesma libelinha esvoaçando sobre as flores amarelas 

Mais ao lado a libelinha dourada, também se exibe para o Ventor

Estas são as libelinhas que sempre caminharam ao lado do Ventor, nos rios de Adrão. Todas estas foram fotografadas no Portinho d'Além ao som da música das águas mais limpas deste mundo, sempre a cantar para o Ventor.

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

O Mocho do Ventor


Isto foi o que o mocho disse no Facebook, quando desejou um Bom Dia aos nossos amigos.

«Bom dia, Maralhal!
Eu sou um novo amigo do Ventor - um mocho no Lugar do Sol.
Ontem o Ventor caçou-me. Chamei por alguém da minha família e apareceu esta ave rara sem penas! Estava lá longe e procurou-me com a máquina no meio dos arbustos até me encontrar. Depois foi dar uma grande volta e, sem eu dar por isso, apontou-me uma coisa escura e eu, cheio de curiosidade fiquei. Disse-me que me trazia ao Face para vos dar bom dia e, cá estou eu!

Nem imaginam como eu fiz rabiar o Ventor para me tirar umas fotos. Parecia mesmo um paparazzi cheio de estilo!
Ele tinha andado atrás das minhas primas (corujas) e não conseguiu apanha-las. Mas eu vou meter-lhe uma cunha e elas vão deixar. Mas elas são malucas, não sei. Este Ventor apanhou-me porque ele tem mesmo instintos de caçador».

Um mocho no Lugar do Sol

O  que eu vos digo é que este gajo tem uns olhos como os meus!

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Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida