terça-feira, 12 de julho de 2005

Caminhar na seca

  •  Ventor 12.07.05

Hoje fiz uma caminhada de duas horas e meia à torreira do sol. Desci a serra da Mira entre a folhagem do nada. Ainda vi um peneireiro e cinco perdizes, mas este ano nada resiste. Aquelas belas flores selvagens não estavam lá. Havia apenas meia dúzia delas a que chamei: as resistentes! Morreu tudo! Fugidas do sol, sabendo procurar a sombra, tal como nós, levantavam aos meus pés algumas das belas borboletas que ainda vão resistindo também. Este planeta está mesmo cheio de Arrelias e os homens, não ajudam mesmo!


Uma linda borboleta minha companheira de caminhada


 Um mini louva-a-deus


Um gafanhoto que me disse muito mal da vida


Ela quis à viva força que eu lhe dissesse que era linda


As cigarras fizeram um festival para mim nos troncos dos eucaliptos


Resistir, resistir, resistir!

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

sexta-feira, 25 de março de 2005

Planeta triste

  Ventor 25.03.05

São poucos os momentos de beleza natural que este planeta já nos proporciona. Por exemplo, um festim como este já é raro termos a oportunidade de encontrar por aí. Depois, por mil e uma razões, o homem continua a destruir estes ambientes, quando próximos das urbanizações. Os processos mecânicos são cada vez mais sofisticados e a destruição do ambiente é o pão nosso de cada dia.

 

Um festim

Este insecto, a que eu chamo o sugador, não me passou pívia de cartão e continuou a sugar tudo o que encontrava. "Ao menos oferecias, não"! - disse-lhe eu. «Estás maluco, Ventor! Olha só o que nos deixaram! Já nem sei se não és tu também que andas a dar cabo disto"! Realmente, um local cheio de vida, foi tudo limpo há cerca de um ano e agora não há possibilidade de festins para esta rapaziada.

O sugador

E esta minha linda menina estava muito cansada. Fez menção de se afastar, e eu chamei-a para dar a volta que só lhe queria tirar uma foto. E não é que ela me percebeu? Deu uma grande volta e veio pousar aos meus pés! Tirei-lhe uma série de fotos e agradeci-lhe por confiar em mim. Aborrecida com a vida, disse-me: «se não puder confiar em ti, Ventor, em quem poderei»? E tem razão. Hoje todos podem confiar em mim.

Uma das minhas belas meninas. Uma ninfa, companheira das minhas caminhadas

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

segunda-feira, 13 de dezembro de 2004

Coisa linda!

  Ventor 13.12.04

Este bichinho, é realmente uma coisa linda! Eu já tive um igual e sei como é bom companheiro. Agora que está na moda, a defesa ecológica do nosso Mundo e acho muito bem, imaginem como seria o mundo sem, sequer, um dos seus bichos! Já imaginaram a feiura do nosso mundo sem pintassilgos? Não? Eu já!


O pintas - um pintassilgo 

Este passarinho, que eu tanto quero, nem que seja só olhar, enfiado no meio desse cipreste, em Belém, mantinha-se escondido a comer e, de vez em quando, vinha perguntar-me o que continuava a fazer ali! Ele deve ter imaginado que tinha um teimoso pela frente, pois eu tirei algumas fotos ao rabo, à cabeça, à asa, nem sei, até ele sair, todo cá para fora, como essa. Claro que, enquanto tirava as fotos, ia sonhando com muitos pássaros como este, num mundo decente que, espero, o homem não estrague mais.

Pisco do peito ruivo

Este, por exemplo, esteve a cantar para mim, olhos nos olhos, a 2 metros da minha cabeça. Acho que ele cantava as saudades das histórias que o seu avô lhe contava. Sim, porque tal como nós, eles também têm história. Tentem, não esquecer, cuidar do mundo que nos envolve a nós e a estes companheiros de caminhada.

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

sábado, 4 de setembro de 2004

Fonte de Telha

  •  Ventor 04.09.04

Não aquela que todos ouvimos falar e conhecemos, devido à praia, mas esta. Esta que eu descobri em 27 de Junho, algures num sítio a que chamam a Nascente do Alviela.

Fui para ver as Nascentes do rio Alviela, mas não cheguei lá. Fiquei-me pelos arredores. Já era tarde e quando caminhamos com gente cansada, ou quase, temos de mudar de agulha. Mas eu não mudo de agulha com facilidade. Vi um conjunto de freixos e belas sombras e por debaixo dos freixos a água espelhada. Fui até lá e descobri esta bela fonte de água fresca.


Uma nascente com água da terra, que mais parecia ser do céu

Uma sombra destas, num dia de calor, é um maná dos céus. Debaixo do nosso nariz, há belezas que nem sempre sabemos apreciar. O que é pena!

Pormenor do rio Alviela

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou

domingo, 27 de junho de 2004

Ui, como isto está

  Ventor 27.06.04

Não está nada bem! Junto às ETARS, não se pode parar para respirar. Serão todas assim? Ali junto à Ponte Vasco da Gama, praticamente na zona coqueluche da "nova" Lisboa, é uma vergonha.

 

Um tira-olhos especial - é meu amigo!

Este meu amigo está desapontado! Procura os melhores locais e não sei se tem onde se esconder. O local onde ele vive é lindo. As Árvores são frondosas e o ambiente ainda é belo, mas a civilização do plástico e da seringa já fazem estrago. Vamos lá gente, respeitem o ambiente. Já é sem tempo!!!

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Pintassilgo, um dos penudinhos que sempre me encantou