
Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida

Pintassilgo, um dos animais que me encantou, nas caminhadas da vida
Os
sobreiros estão a morrer
Os
freixos estão a morrer
Os
matos e herbáceas estão mortos
As
sementes dos sanguinho não resistem e as folhas estão a murchar
Mas
é preciso fazer pela vida
Ainda há frutos que podem matar ou que podem ser sustentáculo de vida
Ontem fui dar
uma caminhada e só vi um melro e uma águia. Pela primeira vez não vi os meus
amigos gaios. Vi também os sempre acompanhantes pardais e pintassilgos, mas
verifiquei que a vida não está boa para nenhum deles. Este ano de 2005 vai
marcar-nos por muito tempo. É a seca, são os incêndios, ... é a calinice de
muita gente, enquanto outros são atingidos pela exaustão de trabalhos que não
dá para acreditar que é verdade!
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Hoje fiz uma caminhada de duas horas e meia à torreira do sol. Desci a serra da Mira entre a folhagem do nada. Ainda vi um peneireiro e cinco perdizes, mas este ano nada resiste. Aquelas belas flores selvagens não estavam lá. Havia apenas meia dúzia delas a que chamei: as resistentes! Morreu tudo! Fugidas do sol, sabendo procurar a sombra, tal como nós, levantavam aos meus pés algumas das belas borboletas que ainda vão resistindo também. Este planeta está mesmo cheio de Arrelias e os homens, não ajudam mesmo!
Uma
linda borboleta minha companheira de caminhada
Um mini louva-a-deus
Um
gafanhoto que me disse muito mal da vida
Ela
quis à viva força que eu lhe dissesse que era linda
As cigarras fizeram um festival para mim nos
troncos dos eucaliptos
Resistir, resistir, resistir!
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Ventor 25.03.05
São poucos os
momentos de beleza natural que este planeta já nos proporciona. Por exemplo, um
festim como este já é raro termos a oportunidade de encontrar por aí. Depois,
por mil e uma razões, o homem continua a destruir estes ambientes, quando
próximos das urbanizações. Os processos mecânicos são cada vez mais
sofisticados e a destruição do ambiente é o pão nosso de cada dia.
Um
festim
Este insecto,
a que eu chamo o sugador, não me passou pívia de cartão e continuou a sugar
tudo o que encontrava. "Ao menos oferecias, não"! - disse-lhe eu.
«Estás maluco, Ventor! Olha só o que nos deixaram! Já nem sei se não és tu
também que andas a dar cabo disto"! Realmente, um local cheio de vida, foi
tudo limpo há cerca de um ano e agora não há possibilidade de festins para esta
rapaziada.
O
sugador
E esta minha
linda menina estava muito cansada. Fez menção de se afastar, e eu chamei-a para
dar a volta que só lhe queria tirar uma foto. E não é que ela me percebeu? Deu
uma grande volta e veio pousar aos meus pés! Tirei-lhe uma série de fotos e
agradeci-lhe por confiar em mim. Aborrecida com a vida, disse-me: «se não puder
confiar em ti, Ventor, em quem poderei»? E tem razão. Hoje todos podem confiar
em mim.
Uma das minhas belas meninas. Uma ninfa, companheira das minhas caminhadas
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Ventor 13.12.04
Este bichinho, é realmente uma coisa linda! Eu já tive um igual e sei como é bom companheiro. Agora que está na moda, a defesa ecológica do nosso Mundo e acho muito bem, imaginem como seria o mundo sem, sequer, um dos seus bichos! Já imaginaram a feiura do nosso mundo sem pintassilgos? Não? Eu já!
O
pintas - um pintassilgo
Este
passarinho, que eu tanto quero, nem que seja só olhar, enfiado no meio desse
cipreste, em Belém, mantinha-se escondido a comer e, de vez em quando, vinha
perguntar-me o que continuava a fazer ali! Ele deve ter imaginado que tinha um
teimoso pela frente, pois eu tirei algumas fotos ao rabo, à cabeça, à asa, nem
sei, até ele sair, todo cá para fora, como essa. Claro que, enquanto tirava as
fotos, ia sonhando com muitos pássaros como este, num mundo decente que,
espero, o homem não estrague mais.
Pisco
do peito ruivo
Este, por exemplo, esteve a cantar para mim, olhos nos olhos, a 2 metros da minha cabeça. Acho que ele cantava as saudades das histórias que o seu avô lhe contava. Sim, porque tal como nós, eles também têm história. Tentem, não esquecer, cuidar do mundo que nos envolve a nós e a estes companheiros de caminhada.
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